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Taboão da Serra, 22 de Outubro de 2021

100 anos de Paulo Freire: ler o mundo antes das palavras

Educação, Ciência e Tecnologia

Atualizado em: 17/09/2021 17:09

Por Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia
 

“Ninguém educa ninguém, ninguém se educa a si mesmo, 
os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo”.


Em uma sociedade historicamente enraizada pela opressão, as contribuições do grandioso educador brasileiro Paulo Reglus Neves Freire, referência em pedagogia crítica, continuam vivas e cada vez mais necessárias.

Valorizando a grandiosidade de seu pensamento, em 2021, ano de seu centenário, sobra admiração com tanta inspiração proporcionada pelo educador que está presente no legado de suas obras, tão necessárias à atualidade.

Considerado o patrono da educação brasileira por meio da Lei nº 12.612/12, Paulo Freire é também uma referência internacional no campo das humanidades, com pelo menos 41 títulos de Doutor Honoris Causa concedidos por universidades.

“Ensinar o aluno a ler o mundo para poder transformá-lo”. Esta era a constante busca de Paulo Freire. Educadores e educandos aprendendo mutuamente em um processo com diálogo e trocas. Objetivando o desenvolvimento da consciência crítica.

 

Paulo Freire completaria 100 anos no dia 19 de setembro de 2021.


Paulo Freire (1921-1997), nascido em Recife, capital de Pernambuco, é o intelectual brasileiro mais citado no mundo. Sua extensa obra é marcada pelo compromisso com uma filosofia da emancipação das camadas populares por meio da Educação.

O educador ganhou visibilidade nacional em janeiro de 1963, quando ele e sua equipe do serviço de extensão cultural da então chamada Universidade de Recife desenvolveram um programa de alfabetização com 300 adultos na cidade de Angicos, Rio Grande do Norte, a convite do governador do estado, Aloisio Maranhão. A experiência foi propagandeada nacionalmente por interesses políticos, e ganhou reconhecimento porque jovens e adultos se alfabetizavam rapidamente, em 40 horas, e saíam dos seus estudos com maior consciência dos seus problemas.

O trabalho de alfabetização começava por um levantamento dos principais temas/problemas do cotidiano enfrentados pela população que iria se alfabetizar, por exemplo: temas relativos à cultura local, problemas vinculados à saúde do povo, questões relativas ao futuro do trabalho dos alfabetizandos, etc. Este é o sentido primeiro da pedagogia proposta por Freire: fazer a leitura do mundo preceder a leitura da palavra. É a partir da leitura crítica do cotidiano das pessoas de uma determinada comunidade que tem início o processo de aprendizagem.

A Prefeitura de Taboão da Serra, através da Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia, homenageia o educador como o patrono de uma de suas Escolas de Ensino Fundamental, por meio do decreto nº 56 de 31/07/1988.

“Paulo Freire identifica o alfabetizando como sujeito da aprendizagem, portador de um conhecimento, de uma aprendizagem que ocorre a partir das experiências, do diálogo, da leitura do mundo, da concepção de alfabetização como construção de significados que, sem dúvida, são essências para sua formação”. Lembra-nos Dirce Takano, Secretária de Educação.

 

Créditos:
Imagem topo: O Globo